TRÂNSITO, ÁLCOOL E IMPRUDÊNCIA: UMA MISTURA FATAL


 


Não é novidade que o trânsito no Brasil tem se tornado um problema para as autoridades. Vias e rodovias deterioradas ou mal sinalizadas; condutores imprudentes; ciclistas, motociclistas e pedestres desatentos, são alguns dos motivos que fazem do trânsito no Brasil, um dos mais violentos do mundo.

 De acordo com os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2021, os acidentes de trânsito tiraram a vida de 5.381 pessoas apenas em rodovias federais. Pais, mães, filhos, patrões, empregados, enfim, entes queridos que deixaram de forma repentina seus familiares e amigos, e em seus lugares ficam a dor e a saudade. Ainda segundo o órgão, foram registradas 90 mortes a mais do que o ano anterior, 2020. No geral também houve um crescimento no número de acidentes, 893 a mais, atingindo 632.764 ocorrências, 72 por hora. O número de vitimas fatais em vias, rodovias, zonas urbanas ou rurais de todo o Brasil mantém uma média de mais de 30 mil mortes por ano. Segundo dados oficiais, como mostram os gráficos a seguir, 84% das vítimas fatais no trânsito são homens, enquanto 16% são mulheres. 60% das mortes são de jovens/adultos, com idade entre 20 e 49 anos. 36% são motociclistas e 21% são ocupantes de carros. Veja:




Em Ipupiara, quando se fala no número de acidentes de trânsito com vitimas fatais, a preocupação não é diferente e os dados também são chocantes. O assunto têm chamado a atenção das autoridades e de toda a população, que tanto tem sofrido com perdas de muitos familiares e amigos. Quem de nós não perdeu um parente, amigo ou conhecido para essa tragédia?

 Finalizando o mês de maio, estamos próximos da chegada dos festejos juninos, tradicionais na sede e comunidades do município. Junto à expectativa e ansiedade da população, cresce também a preocupação com a possibilidade do aumento no número de incidentes, muito em função do alto consumo de bebidas alcoólicas pelos condutores. 



Outro aspecto a ser levado em consideração é que tradicionalmente a cidade recebe inúmeros visitantes nesse período, filhos da terra ou turistas, que buscam em Ipupiara o aconchego, segurança e acolhimento, característica natural do povo do interior e mais especificamente da nossa cidade. O grande número de veículos circulando entre a sede do município, os povoados e cidades vizinhas também contribui para um possível aumento no número de acidentes. Quanto maior for o fluxo de veículos, maior deverá ser a atenção dos motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres, afinal, todos eles fazem parte do trânsito e suas ações atuam como peças fundamentais para evitar acidentes.


 Diante deste cenário, é preciso construir uma ação conjunta entre o poder público e a sociedade, para que haja uma maior conscientização sobre o uso dos veículos automotores, deixando evidente que toda e qualquer tomada de decisão poderá salvar vidas. Ações voltadas para a  conscientização se tornam de fundamental importância para contribuir com a diminuição do número de acidentes e consequentemente, do número de mortes no nosso município.


 O movimento Maio Amarelo foi criado em 2011 quando a Organização das Nações Unidas estabeleceu a década de ação para segurança no trânsito, que fora prorrogada até 2031, onde o seu maior objetivo passa por levar à toda a população ações voltadas para a conscientização no trânsito e chamar a atenção para este problema que afeta diretamente a vida dos ipupiarenses, contribuindo para uma mudança mutua das atitudes no trânsito. Segundo informações do Ministério da Saúde, de 2018 a 2020, foram gastos mais de R$ 800 milhões de reais com internações por traumas no trânsito.

 O que também se torna um grande problema. Esse valor, sem dúvida, poderia ser revertido em outras ações e seu investimento em educação, desenvolvimento social e urbano, equipamentos e estruturas para a saúde trariam grandes benefícios a todos os brasileiros, sem exceção.

 Na Bahia, a morbidade hospitalar do SUS por sinistros de trânsito no período de 2017 a 2021 registrou 58.111 internações, com custo total de R$ 53.995.925,71. Ressalte-se que o grupo de motociclista traumatizados foram as principais vítimas com 68,5% (31.126) e representou um custo de R$ 360.065,53, seguidos dos pedestres com 13,8% (6.282) internamentos e custo de R$ 9.935.248,30.

 Diante de dados tão alarmantes, fica o apelo para que a sociedade no geral entenda que cada um possui papel fundamental para a mudança deste cenário e qualquer decisão tomada poderá acarretar na perda de um ente querido.

 No trânsito, seja responsável, preserve uma vida! 

Você pode mudar a sua vida ou de outra pessoa numa fração de segundos, para sempre.

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Diamantina FM

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