CLAUDIO CAJADO DEIXA O DEM APÓS 20 ANOS NO GRUPO CARLISTA

A decisão do prefeito ACM Neto de não ser candidato ao governo do Estado deve promover mudanças profundas na base aliada do DEM. Até o início da manhã de ontem, todos estavam otimistas com a possível candidatura do herdeiro carlista – apontado como único nome de peso capaz de enfrentar o governador Rui Costa (PT) nas urnas. Após o anúncio, o que se viu foi uma verdadeira dança das cadeiras – embora muitas das mudanças já estivessem previstas. O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (MDB), confirmou que vai se filiar ao Democratas, seu antigo partido. Até o fechamento desta edição, não estava confirmado se ele ocuparia o lugar de Neto na chapa democrata. “Retorno para a casa de onde eu nunca saí, foi aqui comecei a minha caminhada política”, anunciou Bruno, pouco depois do prefeito afirmar que não vai concorrer ao governo do estado este ano.
Durante a cerimônia de inauguração da primeira etapa da comunidade Guerreira Zeferina, em Periperi, o vice-prefeito chorou bastante. “Nunca escondi que sonhei e sonho ser prefeito de salvador. O sonho continua e vamos seguir o trabalho”, explicou. Ele disse ainda estar à disposição para uma eventual candidatura ao governo. “Digo sempre que sou soldado do grupo. Tenho 20 anos de vida pública, ao lado do prefeito ACM Neto. […] Seja qual for a missão que o grupo me delegar, irei cumprir, como sempre fiz em todas as oportunidades”, afirmou. Quem também entrou para o DEM foi o deputado estadual Leur Lomanto Jr. Ele pretende concorrer a deputado federal, nas eleições de outubro. “Ingresso no Partido Democratas por acreditar em sua linha partidária e porque faço política não por conveniências eleitorais, mas por acreditar em projetos políticos. Escolho dessa forma ser leal a minha trajetória na política e seguir o propósito de continuar defendendo aquilo que eu penso que representa o melhor para a Bahia”, afirmou.
Lomanto Jr. destaca que a sua decisão em filiar-se ao DEM foi baseada também na “convicção de que a Bahia pode conquistar muito mais espaços, com uma nova proposta de gestão”. “Além disso, o parlamentar enfatiza a crença na força da política para transformar o Brasil em um país mais justo, com mais esperanças e perspectivas de melhorias para o seu povo”, declarou, em nota. Entretanto, o DEM corre o risco de sofrer uma debandada. Claudio Cajado foi o primeiro a pular fora do barco. O deputado federal deixou o DEM e vai para o PP – partido da base aliada de Rui Costa. Foram 20 anos na legenda carlista. A decisão, segundo fontes, já tinha sido tomada bem antes dada a instabilidade de Neto em confirmar a candidatura.
MDB e PSC também sofrem perdas
Após oito anos no PSC, o deputado estadual Samuel Júnior decidiu deixar a legenda, e filiou-se ao PDT, partido da base do governador Rui Costa. “Sinto muito orgulho da história que construímos dentro do PSC, minha única filiação política até hoje. A busca por maiores chances de reeleição nas eleições que se aproximam me levou a tomar essa decisão", explicou o parlamentar.
Por outro lado, o deputado estadual Hildécio Meireles, após tomar a decisão de se desfiliar do MDB, escolheu o PSC como novo abrigo político. A decisão se deu, conforme ele explica, “por se tratar de uma legenda comprometida com seus ideais partidários e políticos”. “Por sua coerência, perfil e possibilidade sólida de crescimento, o que me possibilitará continuar trabalhando, cobrando de forma contundente, mas responsável por melhorias para nosso estado, em especial nos setores primordiais como educação, segurança, infraestrutura e saúde”, comemorou. O colega de Alba, Pedro Tavares e Luciano Simões filho deixaram o MDB e irão para o DEM – assim como David Rios, que irá para o PSDB. A legenda, que até pouco tempo atrás era comandada pelos Vieira Lima, ficou sem representação na casa legislativa.

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