Chamadas indevidas dos serviços de UTI Móvel, por profissionais de Brotas de Macaúbas a Ipupiara, estão gerando conflitos entre os gestores de saúde dos dois municípios

Os setores de saúde dos vizinhos municípios de Ipupiara e Brotas de Macaúbas estão enfrentando dificuldades para o desenvolvimento conjunto de ações no âmbito dos Serviços de Atendimento Móvel de Urgência. Os dois municípios dispõem da cobertura do SAMU, sendo que Brotas de Macaúbas tem unidades básicas, com serviço de condutor e técnico de enfermagem. Ipupiara, além de unidades básicas, conta com UTI Móvel, com equipe especializada formada por um condutor, enfermeiro e médico, com equipamentos para atendimento de maior complexidade.
O custo operacional de cada saída de uma UTI Móvel, gira em torno de R$ 1.600,00 (hum mil e seiscentos reais).

Ultimamante, segundo levantamento da reportagem do site “O Cristal”, tem aumentado as chamadas de urgência no município de Brotas de Macaúbas, para casos de maior complexidade, para supostos pacientes regulados para Ibotirama ou Barreiras.
“O deslocamento não é o problema. É nosso dever, enquanto município habilitado para fazer este serviço. O que está estranho é que o pessoal de Brotas começou a fazer chamadas apontando para atendimentos de UTI Móvel, porém, ao chegar no local, nossa equipe constata que era situação para atendimentos que a unidade básica poderia fazer”, salienta o diretor do Hospital Municipal de Ipupiara, Ede Machado.

Outro equívoco aconteceu no ano passado, onde a central de regulação acionou a equipe de Ipupiara para transferência de uma parturiente com 7cm de dilatação, porém, ao chegar em Brotas, o enfermo regulado era um homem.

Na tarde desta sexta-feira, 20, aconteceu o inimaginável, uma clara prática de crime no serviço de saúde pública. “Profissionais de saúde de Brotas de Macaúbas chamaram a UTI Móvel para um caso de acidente vascular cerebral (AVC), que seria transferido para o Hospital do Oeste, em Barreiras, porém, de acordo com relatório médico em nosso poder, emitido pela médica do HO, não havia nenhum sinal de AVC. No entanto, o médico da USA identificou que sedaram a paciente em Brotas, num ato absolutamente indevido, e, uma vez sedada, não havia outra alternativa que não fosse conduzir a paciente. Isso depois de mais de seis horas de desentendimentos entre os profissionais de saúde dos dois municípios”ressalta a equipe.

Imagem Ilustração da Internet
Da Redação, 21/04/2018
Atualizado, 25/04/2018

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