Canários da Terra, ave desaparece do município de Ipupiara.




Canario da Terra, Espécie nativa da América do Sul, Canário da Terra – Sicalis flaveola brasiliensis até agora, não corre risco de extinção, em algumas regiões, com pessoas conscientes, o que não torna menos cruel o seu cativeiro ou uso como animal de briga.
Alimenta-se de sementes no chão. É uma espécie predominantemente granívora (come sementes), considerada predadora e não dispersora de sementes.
Para se reproduzir faz ninhos cobertos, na forma de uma cestinha, em buracos em árvores, ninhos abandonado por outros pássaros, sobretudo do joão-de-barro. Pode fazer ninhos em forma de cesta em plantas epífitas (orquídeas e bromélias), e em outros locais que ofereçam proteção. A fêmea põe em média 4 ovos que são chocados por 14 ou 15 dias.
Vivem em campos secos, campos de cultura e caatinga, bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais, pastagens abandonadas, plantações e jardins gramados, sendo mais numeroso em regiões áridas.
Hábitos de convívio social do Canário
Ainda são encontrados em grandes números nos estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo.
Na Região de Ipupiara segundo o inema existe um  bioma chamado Caatinga que predominam nas planícies,  em toda região próxima a cidade, , e a região do palmeirá que fica localizado nas regiões mais altas, (denominada região Boqueirão) onde vivem várias espécies de animais, que se adaptaram as diversidades locais, e adotou esse local como Lar, mas, para algumas espécies é tarde demais.
Na década de 70, e inicio da década de 80, havia uma grande quantidade de pássaros da espécie Canário da Terra – Sicalis flaveola brasiliensis, que, viviam livremente por quase todo território do Município de Ipupiara, principalmente na localidade denominada Boqueirão, mas, com o aumento da população daquela localidade e das localidades vizinhas, houve a necessidade de canalizar as águas das nascentes, e aumentar o rebanho de gado, pois sem a água nos córregos alguns moradores tiveram de se adequar a nova realidade e passar de agricultores para pecuaristas, é o tal crescimento econômico, e como todo crescimento, era necessário que se fizesse estudos da fauna e flora local, antes de tomarem decisões que futuramente como se vê, afetou o meio ambiente, pois, a perda de qualquer espécie abala todo o sistema natural, como aumento descontrolado de outras espécies de vegetação ou animais, por não haver disputa de alimentos, exemplo: (Pardais). Com a canalização da água, os córregos perenes daquela região foram secando e com ele desapareceu toda fauna aquática. que faziam parte da culinária local, E quase todos os agricultores tiveram de mudar de atividade tais como: o plantio de arroz, cana, milho e feijão; o termino da plantação de arroz e milho foram uns dos pontos que agravou a situação do Canário, pois o arroz e o milho era uma das principais fontes de alimento desse belíssimo pássaro.
Area dos Brejos e Buritis
Segundo os antigos moradores da região, eles costumavam pilar ou debulhar arroz e o milho nos terreiros de suas casas e os pássaros além de se alimentarem direto na lavoura, iam para as residências se alimentar dos restos deixados pelas pessoas, que também forneciam abrigos para os pássaros que faziam seus ninhos entre as telhas das casas.
Relatado pelos moradores, com a seca das nascentes na década de 80, onde foi canalizada toda a água, com o aumento da criação de gado e o plantio de capim e a caça predatória bastante praticada na época, os animais eram capturados em grandes quantidades para serem vendidos para outras cidades, a sua população foi diminuindo até que desapareceu por completo em todo Município de Ipupiara.
A beleza e o canto também fazem com que o canário-da-terra seja comumente engaiolado até hoje. Essa prática é criminosa, prevista no Art. 29 da Lei 9.605.
Hoje é raríssimo encontrar algum individuo na natureza, mas, ainda existem pessoas que se dedicam, aqui no Município, para a preservação dessa ave.
Fica o alerta a todos, que qualquer ação tem impacto, mas, sem o devido planejamento o impacto é maior e afeta não somente a fauna e flora, mas, também, o ser humano, que quase sempre se esquece que faz parte da natureza.
Vamos prestar atenção no meio ambiente, pois, esse é uma dos alertas que a natureza nos envia, para que todos fiquem atentos com a degradação do Meio Ambiente em nosso Município, e que as pessoas percebam que os animais e a natureza são finitos.

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Diamantina FM

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